13 de setembro de 2010



De barco, de carro, de barco, de pé. Entre as nuvens carregadas de chuva, vi surgindo como que num passe de mágicas a ilha. Junto com ela o sol. "Nem se preocupe, lá não chove."! Verdade. De repente um frio na barriga. Voltei, exatamente 365 dias após, Morro de São Paulo. Aquele vento trazia as lembranças boas da outra vez que por ali havia passado. 

Achei que seria difícil mas, sendo mais rápida do que qualquer lembrança, minha alma correu e se misturou naquela terra e me fez sentir leve. Livre. Livre de lembranças. E aquelas pessoas que fizeram parte da viagem, seriam elas anjos? Pretos, brancos, amarelos, vermelhos, eram de todas as cores. No fim dos dias, o sol trouxe seu recado. Desenhando no céu como que com aquarela e refletindo no mar sua silhueta, fez o pôr do sol mais lindo já visto. Lembrou meus desenhos de infância. Lembrou o ano que passou. Lembrou sorrisos e me trouxe paz. 

De barco vi a ilha se escondendo novamente por detrás das nuvens carregadas de chuva. Chuva pra lavar as lembranças passadas e deixar espaço para as novas. E se antes pensei com as palavras musicadas de Jorge Vercilo que ali PARECIA ser o melhor lugar, tive então a certeza de que ali AINDA PARECE o melhor lugar.

Eu volto.