30 de novembro de 2010

Ao seu redor. Anjo.

Vamos, levante. Deixe-me segurar essas lágrimas. Isso. Pronto. Pararam de cair. Respire. Estou contigo, esqueceu? Anjo. Não precisa se espantar tampouco agradecer.  Apareço quando menos se espera, quando mais se precisa. Tá vendo ali na frente. Aquela luz? É o futuro... Olhe pra trás agora. Não consegue ver nada não é mesmo? Só consegue enxergar da frente dos seus olhos até aquela luz. Claro. O que ficou pra trás, já foi. Se apagou. Adormeceu em um canto da memória. Olhar pra luz dá paz. Dá vontade de correr até ela.

Corra. Ande. Adiante.

Vamos, pegue em minha mão. Guiarei seu caminho até onde eu puder. Mas terá que ter forças. O caminho é longo e pra te ajudar tem muitos anjos. De todas as cores, de todos os tipos, de todos os tamanhos. Um bem pequeno. Mas é anjo. Um preto, mas anjo. Um branco, anjo. O importante é saber que não está só. Que minhas asas sempre estarão abertas para te aquecer. Que meus olhos lhe trarão paz e meu sorriso, esperança. O importante é saber que terá que continuar. Com ou sem, anjos.






Palavras de um anjo - sem palavras - que precisava dizer que está voando ao seu redor.

[ pra sempre - até quando pra sempre durar ]

5 de novembro de 2010

Mares de mim.

Mais uma vez a cena começa a se repetir. Você está levando sua vida, passando minutos e horas, quando de repente alguma coisa começa a mudar. Você gosta da mudança. Mas mudança sempre dá medo. Mantendo os pés no chão começa a entrar numa aventura. E como num banho em um mar desconhecido primeiro fica admirando o mar... molha os pés... o rosto, os braços e aos poucos vai dando aquela vontade louca de mergulhar. Fica com a água no joelho por um bom tempo. E aquele frio na barriga insiste em te empurrar para um mergulho profundo. Fecha os olhos.

Você lembra de quantos caldos tomou na última vez. Quantas ondas te cobriram e quantas você conseguiu passar. Olha pra um lado, ninguém. Pro outro, ninguém. Só depende de você mergulhar ou não. A água não é fria. Me parece ideal para um mergulho de cabeça. Respira. Olha pro céu azul... na sua frente somente o horizonte. O futuro que ninguém consegue desvendar. Respira. Medo? Medo! 

O tempo tá passando e a água continua no joelho. Dá pra aproveitar o mar mas o gostoso mesmo é nadar e nadar e nadar. Sem limites. Uns passos e resolve deixar que a água chegue na cintura. Mais arrepios e arrepios. Que vontade louca de me jogar nesse mar. Mergulho? Pergunto em silêncio. 

Silêncio. Sorriso. Mergulho!