15 de fevereiro de 2011

Hora de voltar

Depois de um tempo percebi que a fortaleza era mais frágil que um castelo de areia na beira do mar. Porque não me deixas ajudar? Alguém procure aquele anjo preto. Corra. Traga-o. Lembro-me que mandei ele ir embora por um tempo, mas o caso é de urgência. É mais um caso de amor.


Te ofereci uma mão e um abraço. Ao aceitar, senti a fragilidade de uma criança. Seu destino lançara ao ar como uma pena ao vento. Pena? Pena de quê? Sem pena, levantei seu rosto e enxuguei as lágrimas dos seus olhos. Encoste aqui. Acalme-se. Sou eu. Ele voltou, segurou suas mãos e confirmou: ei, estou do seu lado. As penas caíam ao chão e o brilho que o cercava era tão forte que iluminou na escuridão um sorriso.

Percebe? Via então um novo caminho. Porque tanto medo de encarar o hoje? De encarar o novo. Veja, amanhã começa uma nova história, diferente da que você contou. Portanto não tenha medo de viver e poder contar ela depois. Conte a mim. Conte a quem quiser. Conte a você mesmo. Pergunte e se pergunte: eu sou só isso? Queira mais. Seja mais. Seja você. Forte ou fraco estarei ao seu lado, eu voltei.

Você não me conhece, mas começo a te conhecer. Me encontre no sorriso.
... de um Anjo Preto.