Lá estava. No canto. Resolveu sumir por um tempo. Pequeno tempo diga-se de passagem. Mas que deu pra notar. Se recolheu em algum lugar - talvez seu interior, talvez interior do seu quarto ou do quarto vizinho - e permaneceu quieta por um tempo. Se deslocava apenas para as atividades do dia a dia, as quais não eram possíveis se realizar do seu interior. Ora reclamava de ter que ouvir reclamações. Ora reclamava de ter andado por caminhos difíceis. Ora reclamava de algo que doía e incomodava. Ora chorava. Ora desabafava com palavras soltas por aí. Poucos entendiam.
Na verdade nem ela mesmo entendia o que estava acontecendo. Mas aquela reclusão lhe parecia necessária. Sabia que o tempo era preciso. Acho que o tempo nunca passou tão lento por ali. Sabia que iria passar. Talvez tivesse vontade de ligar pra alguém, de chorar pra alguém. Vontade que alguém te fizesse rir. Talvez tivesse saudades de um tempo ou de outro. Talvez. Mas talvez não.
Lá estava. E pensou: hoje ainda é ilusão, amanhã é realidade. No canto - adormeceu.
"Ohana means family and family means no one gets left behind... or forgoten."
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