5 de novembro de 2010

Mares de mim.

Mais uma vez a cena começa a se repetir. Você está levando sua vida, passando minutos e horas, quando de repente alguma coisa começa a mudar. Você gosta da mudança. Mas mudança sempre dá medo. Mantendo os pés no chão começa a entrar numa aventura. E como num banho em um mar desconhecido primeiro fica admirando o mar... molha os pés... o rosto, os braços e aos poucos vai dando aquela vontade louca de mergulhar. Fica com a água no joelho por um bom tempo. E aquele frio na barriga insiste em te empurrar para um mergulho profundo. Fecha os olhos.

Você lembra de quantos caldos tomou na última vez. Quantas ondas te cobriram e quantas você conseguiu passar. Olha pra um lado, ninguém. Pro outro, ninguém. Só depende de você mergulhar ou não. A água não é fria. Me parece ideal para um mergulho de cabeça. Respira. Olha pro céu azul... na sua frente somente o horizonte. O futuro que ninguém consegue desvendar. Respira. Medo? Medo! 

O tempo tá passando e a água continua no joelho. Dá pra aproveitar o mar mas o gostoso mesmo é nadar e nadar e nadar. Sem limites. Uns passos e resolve deixar que a água chegue na cintura. Mais arrepios e arrepios. Que vontade louca de me jogar nesse mar. Mergulho? Pergunto em silêncio. 

Silêncio. Sorriso. Mergulho!

Um comentário:

Mariana Magalhães disse...

É só ter o cuidado pra sentir a hora de retornar à superfície antes que o fôlego acabe. Os mergulhos às vezes são irreversíveis, é bom mergulhar quando a gente pode voltar e perceber o que de bom tem no fundo do mar...
Belo texto.