11 de janeiro de 2011

200 e 16 horas [ e uns quebrados ]

Que estranha sensação essa de dar liberdade e querer prender.

- Tudo bem, pode ir.
[ Por favor, fique ]
- Não podemos deixar a vida particular de lado.
[ Mas e nós? e a vida a dois? ]
- São apenas 2 fins de semana, passa rápido.
[ Que que eu vou fazer sozinha nessa cidade ]

Como é possível pensar em duas coisas ao mesmo tempo?
Querer e não querer. Deixar e não deixar. Estar feliz e ao mesmo tempo apreensiva. Sorriso. Seriedade. O olhar se perdeu naquele muro lá ao fundo e em um minuto sua imaginação fez o favor de mostrar todas as alegrias alheia. Dividindo esse minuto ela também fez o favor de mostrar você, sozinho e abandonado em casa. Imaginação é coisa louca. 

Como é possível pensar em duas coisas ao mesmo tempo?
Ver partindo. Ver chegando. Bem verdade que poderia ser pior. Quem sabe Paris (dita com deboche de biquinho - párrí) ao invés do caloroso Rio de Janeiro (com deboche também - Riu di Xanêêêiro)? Muito pior. Tudo bem, pode ir. É sério. Sobrevive-se. Vá e me deixe só aqui, na também calorosa cidade do Salvador (dita sem deboche e com todas as letras S-A-L-V-A-D-O-R).

Como é possível pensar em duas coisas ao mesmo tempo?
Dúvidas a parte, impossível perceber o grande sorriso e o brilho nas olhos ao pronunciar: RIO DE JANEIRO. Dá até pra brincar: Rio de Janeiro (Sorriso) - Rio de Janeiro (Sorriso). E pra que melhor que um sorriso? Sorriso sincero e ansioso. Nem um pouco acanhado. Por um lado, me faz bem ao vê-lo. É possível? Claro que sim. Felicidade também é pra ser dividida. E somada. Quer saber?

Quem sabe não te vejo no Riu di Xanêêêiro?

Um comentário:

Mariana Magalhães disse...

O Desejo

"Certo, tu me falas, tu me dizez isso; entendo o sentido de tuas frases, mas por que me dizes isso? Ao me dizeres isso, que queres pois...de mim?"
Não há resposta: enigma do desejo do outro.